2.7.10

A Prosperidade do Vício











Título: A Prosperidade do Vício
Formato: 15,5 x 23,5 cm
Capa: Brochada
N.º de páginas: 208
ISBN: 978-989-8285-13-3
Preço: 19,00 € (IVA inc.)


Este livro espantoso é uma viagem; uma viagem que mostra como a economia tem moldado a sociedade ao longo dos tempos. É também um fresco impressionante, que nos conduz do Império Romano ao de Hollywood, da crise dos anos 1930 à crise do subprime, da Alemanha do Kaiser à China contemporânea.
Uma viagem inquieta, ensombrada por uma questão: como é que o Ocidente, que arrancou a humanidade à fome e à miséria, foi capaz do suicídio colectivo das duas guerras mundiais? Qual o veneno, o vício escondido que corrói a Europa?
Mas as questões não são só retrospectivas, pois o mundo ocidentaliza-se velozmente: poderiam as tragédias europeias repetir-se na Ásia ou noutros pontos do globo? Conseguirá o planeta evitar um novo suicídio colectivo, desta vez ecológico? Como a presente crise financeira brutalmente lembrou, uma incerteza de ordem sistémica paira sobre o capitalismo; saberemos para onde nos leva, para onde arrasta o mundo?
São estas as questões que condicionarão o século XXI, e que são analisadas com concisão, erudição e notável sobriedade por Daniel Cohen neste livro importante que dá um retrato fiel da história da humanidade e das incertezas que pesam sobre o seu destino.

Daniel Cohen, nascido em 1953, é professor universitário de economia, editorialista no jornal Le Monde, conselheiro científico da OCDE, e membro do Conselho de Análise Económica do primeiro-ministro francês.
A vasta obra que até agora publicou na área da economia confere-lhe estatuto de projecção mundial; para as suas análises sóbrias e eloquentes do homem na sociedade, convoca também a História, a Sociologia e a Filosofia.
Em 1997, o Nouvel Observateur atribuiu-lhe o prémio «economista do ano», e, em 2000, foi laureado com o prémio «melhor livro de economia» (atribuído pelo senado francês).

A Vida Sexual na Roma Antiga










Título: A Vida Sexual na Roma Antiga
Formato: 15,5 x 23,5 cm
Capa: Brochada
N.º de páginas: 284 + 8 páginas a cores de extratexto em papel couché, essencialmente com representações de frescos encontrados em Pompeia.
ISBN: 978-989-8285-15-7
Preço: 24,00 € (IVA inc.)

A concepção de sexualidade nas sociedades modernas baseia-se na distinção de género, e categoriza as pessoas em heterossexuais, homossexuais e bissexuais. Na Roma Antiga, considera-se sobretudo o estatuto social e a faixa etária, enquanto que a orientação principal, imposta pela legislação e pelos costumes, determina que os cidadãos masculinos penetrem mas nunca sejam penetrados; todos os outros o podem ser, em condições que variam consoante se trate de matronas respeitáveis, coquetes libertas, cortesãs, prostitutas ou escravos de ambos os sexos.
O leitor mais interessado pelas vertentes da História não deixará de associar a visão que transparece da leitura à influência que exerceu na Igreja de Cristo a amálgama de prescrições, leis e éditos que o poder do Império Romano implementou para regular a vida sexual da população.
Dotada de um perfeito conhecimento da literatura latina, a autora consegue que os textos falem, desvendando as relações existentes entre a prática sexual, o prazer feminino e o sentimento amoroso, além de focar os casos de imperadores conhecidos pelas suas inclinações libidinosas, como Tibério, Calígula e Nero.

Géraldine Puccini-Delbey é professora de língua e literatura latinas na Universidade de Bordeaux III, tendo centrado a sua atenção de investigadora especialmente na obra desse extraordinário autor latino que é Apuleio, romancista do século II da nossa era.
Na sua obra ensaística, além de A Vida Sexual na Roma Antiga, merece destaque a obra Amour et désir dans les métamorphoses d’Apulée.

Estética da Montagem











Título: Estética da Montagem
Formato: 15,5 x 23,5 cm
Capa: Brochada
N.º de páginas: 144
ISBN: 978-989-8285-16-4
Preço: 16,00 € (IVA inc.)

A montagem no cinema não se resume a uma operação técnica que consiste em cortar e colar pedaços de película para deles fazer um filme; é uma operação complexa que exige criatividade, e que implica uma total proximidade da estética da obra: associar imagens por uma certa ordem, ordená-las segundo o ritmo pretendido, criar rupturas ou continuidades, é aquilo em que consiste a arte da montagem.
O objectivo deste livro é traçar um panorama das diferentes concepções da montagem ao longo da história do cinema, e propor uma análise desta técnica em numerosos domínios de representação.
O autor ilustra a sua exposição com exemplos de montagens de filmes, especialmente de autores como Orson Welles, Alain Resnais ou Maurice Pialat, mostrando em que medida a evolução das técnicas e das práticas de montagem influencia a estética dos filmes.

Vincent Amiel é professor na Universidade de Caen. Publicou inúmeros artigos na revista Positif e Esprit. Além deste Estética da Montagem, publicou ainda as obras Le corps du cinéma (PUF, 1998) e Formes et obsessions du cinéma américain (Klincksieck, 2003).

25.3.10

Função do Cinema











Título: Função do Cinema — e das outras artes
Formato: 14 x 21 cm
Capa: Brochada
N.º de páginas: 144
ISBN: 978-989-8285-12-6
PVP: 14,00 € (IVA inc.)




Contemporâneo da fabricação em série, do motor e da mecanização, nascidos da ciência moderna, o cinema é a arte da civilização própria da máquina; é este o eixo central em torno do qual Elie Faure desenvolve as suas apaixonadas reflexões em Função do Cinema, dos mais belos e vibrantes textos escritos até hoje sobre a 7.ª arte, numa linguagem poética de fôlego épico.
Associando e comparando o cinema com a pintura, a dança, o teatro, a arquitectura, a música, identifica a sua natureza profunda, ao mesmo tempo rítmica e plástica, sublinhando o seu carácter novo de criação colectiva, e extraindo daí destino, vocação e mística.
As análises proféticas de Elie Faure coincidem praticamente em todos os aspectos com as orientações que posteriormente a este escritor o cinema (e as outras artes também) viria a assumir.

Elie Faure nasceu em Sainte-Foy-la-Grande em 4 de Abril de 1873, e morreu em Paris em 29 de Outubro de 1937; a sua vida desenrolou-se no centro do turbilhão da primeira metade do século XX, pois participou como médico militar na Grande Guerra, e assistiu ainda à eclosão da Guerra Civil em Espanha.
Concluiu muito jovem, em Paris, o curso de medicina, e exerceu nos bairros populares da cidade, mas foi sobretudo a actividade de crítico e ensaísta de arte que veio a marcar toda a sua vida futura, partilhada igualmente pelas causas políticas e pela militância em movimentos socialistas.
Fruto da sua paixão pela arte, faz conferências regulares na universidade popular “La Fraternelle”, das quais virá a extrair a obra monumental História da Arte, pela qual se tornou mundialmente conhecido, e que hoje é referência nos estudos estéticos sobre arte.
O seu interesse pelo cinema levou-o a escrever artigos dispersos, de uma beleza e poesia incomparáveis, que aqui se reúnem em volume.

12.3.10

Cogito Ergo Sum - Dicionário Comentado de Expressões Latinas













Cogito Ergo Sum - Dicionário Comentado de Expressões Latinas
Formato: 15,5 x 23,5 cm
Número de páginas: 256
ISBN: 978-989-95689-0-7
Preço: 24,00 €


Asinus in tegulis
(Um burro no telhado)


Este adágio latino serve para designar qualquer coisa estranha ou incongruente. Curiosamente, os telhados das casas são muitas vezes o suporte dos objectos mais extraordinários, quando se deseja evocar o absurdo. Para além de um burro, podemos encontrar sobre eles um violino ou, então, o companheiro do burro da Natividade, o boi, o qual viu efectivamente nascer o início de uma nova era.
Espaço de uma certa consciência do absurdo, Boeuf sur le toit foi inicialmente um bar, uma espécie de discoteca situada na Rua Duphot e aberta por Louis Moysès, oriundo de Charleville. O primeiro nome do estabelecimento foi Le Gaya, devido a um [vinho do] porto da região de Gaia que ali se vendia. Jean Wiéner tornou-se pianista do local e ali tocava todos os géneros de música, particularmente jazz, e até mesmo o Pierrot lunar de Schönberg, que, na época, tinha a capacidade de chocar, tanto mais que o seu autor era austríaco.
O bar tornou-se o ponto de encontro das pessoas mais importantes da altura no domínio das artes: Picasso, Gide, Diaghilev, Misia Sert, Ravel, Erik Satie, Picabia, Mistinguett ou, então, Fernand Léger, o qual pediu a Wiéner que lhe tocasse um tema recente: “Saint Louis Blues”. Arthur Rubinstein substituiu pontualmente Wiéner para tocar obras de Chopin. Léon-Paul Fargue e Jean Cocteau relacionavam-se ali com o Grupo dos Seis. Em suma, todo um espírito novo nasceu naquele espaço.
Tristan Tzara, o pai do Dadaísmo, frequentou Le Gaya. No entanto, os seus herdeiros, os Surrealistas, mais sectários e menos abertos às reais novidades, muitíssimas vezes impermeáveis à música, mostraram indiferença para com aquele estabelecimento, preferindo Le Certa, outro bar próximo da Ópera de Paris.
Em 1919, Jean Cocteau quis escrever uma farsa para dar continuação à Parade de Erik Satie. Tinha ouvido Georges Auric e Darius Milhaud tocarem a quatro mãos um encadeamento de sambas e de rumbas, uma peça que deveria chamar-se Cinéma-Symphonie, na qual se misturavam alguns ritmos novos importados do Brasil. Milhaud mudou o título dessa obra para
Le Boeuf sur le toit, embora se tratasse do título de uma canção brasileira já existente. A obra assim intitulada teve como subtítulo The Nothing Doing Bar, pois Cocteau desejava escrever uma farsa «onde nada se passaria». A estreia do espectáculo teve lugar na Comédia dos Campos Elísios, no dia 21 de Fevereiro de 1920. Vestuário e cenários eram de Raoul Dufy.
A agitação e o ruído gerados em torno do Gaya fizeram com que Moysès se mudasse para outro local, abrindo um novo estabelecimento na Rua Boissy-d’Anglas, ao qual deu simplesmente o nome de Le Boeuf sur le toit. O espírito novo continuou a reinar, enquanto a reputação do bar se espalhava. Clément Doucet, que ia de seguida tocar com Wiéner, acabou por substituí-lo
ao piano.
No dia 15 de Julho de 1922, Jean Hugo e René Crevel levaram Marcel Proust ao Boeuf sur le toit, local onde encontrou os famosos «valsistas bolchevisantes» dos quais fala na obra Em busca do Tempo Perdido. Foi também ali que veio a conhecer Radiguet.
Quer neles se encontrem burros, bois ou simples gatos vadios, os telhados são decididamente locais onde sempre se passa alguma coisa. E muitas vezes aparece alguém a dizer que o que ali ocorre é absurdo.


Fontes:
Recordações pessoais de Germaine Tailleferre contadas ao autor.
Au temps du «Boeuf sur le toit», Artcurial, Paris, 1981. Obra redigida para uma exposição.

Edição original: Larousse, 2005.

26.2.10

Imaginários Sociais Modernos -- nas livrarias a partir de 10 de Março






Colecção: «Pilares», n.º 5
Formato: 15,5 x 23,5 cm
N.º de páginas: 192
ISBN: 978-989-95884-7-9
Preço: 19,00 € (IVA inc.)


Tendo como pano de fundo a história da modernidade, Imaginários Sociais Modernos analisa as múltiplas facetas do imaginário social, caracterizado por três formas culturais chave: a economia, a esfera pública, e o autogoverno — ou seja, a soberania popular, herança comum ocidental dos dois acontecimentos maiores que marcam a nossa contemporaneidade: a Revolução Francesa e a Revolução Americana, e os percursos distintos que as caracterizaram.
Com uma concepção multidisciplinar e universalista do mundo, Charles Taylor apresenta e desenvolve os traços centrais da modernidade e os processos que estiveram na sua origem.
Imaginários Sociais Modernos mostra-se, assim, como um marco no ensaísmo moderno, e uma obra fascinante.


Charles Taylor (Montreal – Canadá, 1931) “é um dos pensadores políticos mais importantes do nosso tempo” (Sir Isaiah Berlin).
Professor de Direito e Filosofia na Northwestern University (Evanston), professor emérito de Ciência Política e Filosofia na McGill University, e ex-professor de Teoria Social e Política na Oxford University, Charles Taylor é autor de muitos livros e artigos, entre os quais, Varieties of Religion Today: William James Revisited, Sources of the Self: the Walking of the Modern Identity, The Ethis of Authenticiy, Hegel, e um notável ensaio, “The Politics of Recognition”, incluído na obra Multiculturalism.
Laureado com vários prémios (entre os quais o famoso prémio Templeton, no valor de um milhão e meio de dólares, e o prémio Kyoto, referido como o Nobel japonês), os contributos deste autor para o debate sobre teoria política e moral, a formação da identidade, o multiculturalismo; o secularismo e a modernidade conferem à sua obra uma incontestável projecção universal.

12.2.10

Charles Taylor em entrevista

No mesmo dia em que mostramos o nosso novo logótipo, partilhamos uma ligação para um vídeo com uma entrevista a um autor publicado pelas Edições Texto & Grafia, Charles Taylor.

Tendo como pano de fundo a história da modernidade, Imaginários Sociais Modernos analisa as múltiplas facetas do imaginário social, caracterizado por três formas culturais chave: a economia, a esfera pública, e o autogoverno — isto é, a soberania popular, herança comum ocidental dos dois acontecimentos maiores que marcam a nossa contemporaneidade: a Revolução Francesa e a Revolução Americana, e os percursos distintos que as caracterizaram.

Este livro, já traduzido para as línguas chinesa, holandesa, italiana, japonesa, espanhola e turca, tem agora também publicação em língua portuguesa.

O seu autor é o filósofo Charles Taylor (Montréal - Canadá, 1931) cuja obra tem sido uma relevante fonte de contributos nas áreas da filosofia política, da história da filosofia e da teoria social,
no programa Chasseurs d'Idées, da Téle-Québec, em 2001: http://real.telequebec.qc.ca/ramgen/idees/idees_2562_089.rm. (Em francês.)


[O vídeo em causa requer a instalação do RealPlayer no seu computador. Se ainda não o tiver, pode fazer o download gratuito aqui.]

22.1.10

O Argumento Cinematográfico








Colecção: «Mi.mé.sis», n.º 4
Formato: 16 x 24 cm
N.º de páginas: 128
ISBN: 978-989-8285-06-5
Preço: 14,00€ (IVA inc.)


«Como escrever um argumento?» é o que se perguntam os interessados por esta faceta da elaboração de um filme.
Texto escrito para ser filmado, obra por definição invisível, o argumento presta-se a uma análise rigorosa, aqui conduzida através de cinco grandes eixos: a escrita, o enredo, a personagem, o conflito e a estrutura. Para além das regras formais desta actividade, esta obra procura ainda oferecer ao leitor uma compreensão coerente dos fundamentos teóricos e práticos do argumento. Apoiando-se em exemplos de filmes que pertencem, na sua maioria, ao cinema popular contemporâneo, este livro – único no mercado português – explora as funções dramatúrgicas, os princípios e as tradições que influenciam a escrita do argumento, e vem responder a uma procura por textos de formação nesta área.

Dominique Parent-Altier, argumentista, ensina na Universidade de Paris X -Nanterre

20.1.10

A Noite das Facas Longas






Colecção: Fora de Colecção
Formato: 15,5x23,5 cm
N.º de páginas: 192
ISBN: 978-989-8285-11-9
Preço: 19,00€ (IVA inc.)

Neste livro, Paul R. Maracin reuniu meticulosamente os elementos dispersos de uma trama de intriga e selvajaria, que ficou conhecida na História como “A Noite das Facas Longas”. Este acontecimento consistiu na eliminação de milhares de pessoas que Hitler e as cúpulas do Partido Nazi acharam conveniente afastar, a pretexto de se poderem tornar obstáculos às ambições de controlo do aparelho político-militar, na ascensão de Hitler ao domínio da Alemanha.
Antes, foi o incêndio do Reichstag; depois, foi a preparação minuciosa, durante meses, da operação “A Noite das Facas Longas” cujo objectivo era a eliminação física de milhares de pessoas — políticos, chefes militares, membros do aparelho de Estado, democratas — consideradas inimigas pelo núcleo dirigente nazi.
Hitler, Heydrich, Göring, Himmler e Goebbels deram início ao massacre em Munique e Berlim, que se estenderia nos dias seguintes a 30 de Junho de 1934 a muitas cidades alemãs, não se sabendo quantos milhares de vidas terão sido ceifadas nesta operação arrepiante, que mudou, de facto, o curso da História da Alemanha e conduziu o mundo à catástrofe da Segunda Guerra Mundial.

Após terminar uma carreira de vinte e sete anos como investigador criminal no Gabinete do Procurador de San Diego, na Califórnia, Paul R. Maracin tem-se dedicado à escrita, em particular aos temas relacionados com a Segunda Guerra Mundial.
Além deste livro notável, Paul R. Maracin tem-se destacado com os seus artigos publicados em influentes órgãos de comunicação americanos, como The Wall Street Journal e a revista World War III, entre outros. Vive em San Diego.

6.1.10

O Personalismo -- nas livrarias a partir de 20 de Janeiro






Colecção: «Biblioteca Universal», n.º 14
Formato: 14 x 21 cm
N.º de páginas: 144
ISBN: 978-989-8285-09-6
PVP: 14,00€ (IVA inc.)

Publicado em França, no final da década de 1940, este livro teve uma enorme importância, pela influência exercida na evolução do pensamento político universal em toda a segunda metade do século XX; a sua afirmação central, "a existência de pessoas livres e criadoras", faz dele mais uma orientação do que uma doutrina.
Texto clássico por excelência, o núcleo essencial da sua reflexão deu força e voz
a acções humanistas em todo o mundo, influenciando ideários políticos — da
democracia cristã progressista à democracia de inspiração socialista; em Portugal,
esteve na base de amplas movimentações sociais e políticas de contestação ao regime salazarista até à sua queda.
Ao recuperarmos este texto fundador, de uma actualidade cada vez mais premente,
propomos ao público de língua portuguesa um contributo para a reabertura
do debate urgente em torno das grandes questões da pessoa humana, e da sua afirmação sobre o império do efémero.


Figura marcante do século XX, Emmanuel Mounier (1905-1950), foi um filósofo francês cujas reflexões em torno da pessoa influenciaram decisivamente a evolução do pensamento político e social contemporâneo.
Fundou a revista Esprit, e foi uma voz activa contra o fascismo e o nazismo, ao mesmo tempo que preconizava a abertura inter-religiosa e o diálogo dos católicos progressistas com o comunismo da época. Em Portugal, o seu pensamento encontrou eco em amplos sectores políticos e culturais anti-salazaristas.

A Análise do Filme





Colecção: Mi.mé.is n.º 5
Formato: 15,5 x 23,5 cm
N.º de páginas: 216
Publicação: Janeiro de 2010
ISBN: 978-989-8285-02-7
PVP: 22,00€ (IVA inc.)

Abordando as diversas análises de filmes praticadas dos anos 70 em diante, os autores apresentam e comentam aquelas que consideram ser as melhores análises, bem como os respetivos contributos metodológicos.
Procurando definir a atividade de análise, são também abordadas as análises «textual», a narratológica aplicada ao filme e a da imagem e do som.
Tendo sempre presentes as relações da análise com a história, que estão na origem deste tipo de investigações, chama-se a atenção para o facto de não haver uma solução única para a análise fílmica, sendo antes discutido um conjunto de métodos possíveis.


Jacques Aumont é professor de história e de estética do cinema na Universidade de Paris III (Sorbonne Nouvelle), e foi também diretor do Collège d'histoire de l'art cinématographique (Cinemateca francesa). Personalidade de destaque no ensaísmo e na crítica cinematográfica, é autor de uma vasta obra de análise crítica e divulgação, de que salientamos O Cinema e a Encenação, A Imagem, ambos publicados pela Texto & Grafia nesta mesma coleção.
Michel Marie é professor de história e de estética do na Universidade de Paris III (Sorbonne Nouvelle), no departamento de cinema e audiovisual; ensinou igualmente no Québec e no Brasil, e é vice-presidente da Cinemateca universitária. Personalidade de relevo internacional no âmbito da história e teoria do cinema, é autor de uma vasta obra, de que se destaca La Nouvelle Vague, une école esthétique, Esthétique du film, Le jeune cinéma français.

30.10.09

Campanha AMI de reutilização de consumíveis informáticos e de telemóveis


A AMI - Fundação de Assistência Médica Internacional tem em funcionamento um projecto de reutilização de consumíveis informáticos (tinteiros e toners) e de telemóveis (avariados ou em desuso).
Este projecto permite reduzir custos na aquisição de consumíveis informáticos e, em simultâneo, está-se a defender o ambiente, ao evitar a produção de resíduos e o consumo de recursos naturais. Está-se também a ajudar a AMI, uma vez que este projecto constitui uma fonte de financiamento para a acção humanitária, médica e social, que esta instituição desenvolve dentro e fora do país. Além disso, contribui-se para aproximar Portugal dos restantes países europeus em matéria de reciclagem.

A Texto & Grafia já aderiu.
Convidamos os nossos leitores a divulgar esta campanha da AMI e, se possível, a juntarem-se a ela.

Mais informações em www.ami.org.pt


19.10.09

Dicionário das Utopias






Colecção: Índice, n.º 4
Formato: 16 x 24 cm
N.º de páginas: 288
ISBN: 978-989-8285-03-4
PVP: 26,00€ (IVA inc.)

Ao publicar Utopia em 1516, Thomas More inaugurou um novo género, recuperando um tema já tratado pelos Gregos. A utopia – lugar ideal ou não-lugar? Que discurso é o da utopia? Este dicionário pretende vir mostrar que a utopia não nasce só da crítica política. A busca e construção de lugares entre o real e o ideal também passam pela ficção, o teatro, a música, a dança, a pintura, a arquitectura e a técnica, e todas estas figuras da utopia pertencem à História.
A partir das sucessivas interpretações e apropriações da utopia, os autores do Dicionário das Utopias quiseram reencontrar, para lá da alegoria e da polissemia da palavra, o sentido de uma construção imaginária num tempo determinado. Da Cidade de Deus aos mundos virtuais, da Idade de Ouro ao Apocalipse, este dicionário revela facetas surpreendentes, e até paradoxais, da utopia.

Além das dezenas de colaboradores especialistas, esta obra teve três coordenadores:
Michèle Riot-Sarcey, professora de história contemporânea na Universidade de Paris 8. Publicou, entre outras obras, Réel de l'utopie (1998) e l'Utopie en questions (2001).
Thomas Bouchet, é docente de história contemporânea na Universidade de Bourgogne e chefe de redacção dos Cahiers Charles Fourier. Publicou ainda Roi et les barricades (2000).
Antoine Picon, professor na École nationale des Ponts et Chaussées e especialista em história das ciências e das técnicas, sendo de destacar a sua obra Raison, imaginaire et utopie.

A Mais Bela História da Felicidade






Colecção: Biblioteca Universal, n.º 13
Formato: 14 x 21 cm
N.º de páginas: 128
ISBN: 978-989-8285-10-2
PVP: 14,00€ (IVA inc.)

Viver não é suficiente, é preciso ser feliz. Estamos condenados a buscar esse Graal, do qual se espera que nos garanta uma alegria duradoura. Mas do que se trata? Em que consiste a felicidade? Será um objecto, um lugar, um tempo, uma pessoa? O êxito, o amor, a saúde, os prazeres, a beleza? Haverá receitas para a felicidade? Desde a Antiguidade que o homem imagina e explora todas as vias possíveis para alcançar o paraíso. Mas, para desfrutar verdadeiramente da felicidade, talvez seja melhor vivê-la do que procurá-la.
Em A Mais Bela História da Felicidade temos três olhares – o do filósofo, o do crente e o da historiadora – que se cruzam na tentativa de decifrar esta questão antiga, presente no espírito de todos os homens. Nesta conversa cativante veremos examinada a história da civilização ocidental nas suas grandes mutações e nos seus pequenos episódios e iremos encontrar múltiplas definições de felicidade e modos de a viver.


André Compte-Sponville, filósofo e autor de vários livros, como O Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, é professor no Collège de France e na Sorbonne.

Jean Delumeau, historiador de renome e especialista na história do cristianismo, é também professor no Collège de France.

Arlette Farge, historiadora e docente universitária com mais de duas dezenas de obras publicadas, é especialista do século XVIII.

O Que Nos Torna Humanos?






O Que Nos Torna Humanos?
Formato: 14 x 21 cm
N.º de páginas: 176
ISBN: 978-989-8285-07-2
PVP: 19,00€ (IVA inc.)

O que nos torna humanos? Serão as nossas capacidades cognitivas, o nosso uso de ferramentas, a nossa capacidade de contar histórias, a nossa curiosidade ou o facto de cozinharmos? Além do 1% de ADN que nos diferencia dos chimpanzés, o que há mais que nos torne únicos?
Para tentar responder a este enigma, Charles Pasternak convidou alguns dos pensadores mais proeminentes da actualidade a apresentarem as suas ideias sobre o que distingue o homem do macaco. Susan Blackmore, Robin Dunbar, Ian Tattersall, Stephen Oppenheimer e outros grandes especialistas em diversas áreas conduzem-nos numa viagem fascinante pelo trilho do homo sapiens.
Da matemática à música, da fala à imitação, da hipotética existência de uma alma à capacidade de ler outras mentes, O Que Nos Torna Humanos? apresenta abordagens cruzadas e complementares. Seremos meio símios ou meio anjos? Eis um questionamento profundo da humanidade e da natureza humana no ano em que se comemora o segundo centenário do nascimento de Charles Darwin (1809-1882) e os 150 anos da publicação do livro A Origem das Espécies (1859).

Em conjunto com Charles Pasternak, os doze autores que tornaram esta obra possível vêm de áreas tão distintas como a Genética (Walter Bodmer), a Igreja (Richard Harries), a teoria política e as relações internacionais (David Hulme), a Bioquímica (Charles Pasternak), a Antropologia (Ian Tattersall e Richard Wrangham), a Biologia (Lewis Wolpert) e a Psicologia (Susan Blackmore, Michael Corballis, Maurizio Gentilucci, Tom Suddendorf, Andrew Whiten). Valendo-se de conhecimentos e experiência adquiridos nas suas áreas de investigação, cada um a seu modo procurará responder ao mesmo enigma: o que nos distingue dos outros animais (em particular do chimpanzé, com quem partilhamos quase todo o nosso código genético)?

Mitologia Clássica - Mitos, Deuses, Heróis





Mitologia Clássica -  Mitos, Deuses, Heróis
Colecção: Biblioteca Universal, n.º 12
Formato: 14 x 21 cm
N.º de páginas: 160
ISBN: 978-989-8285-08-9
PVP: 16,00€ (IVA inc.)

Zeus, Hera, Apolo, Ártemis, Hermes, Afrodite, Dioniso… Héracles, Teseu, Jasão, Medeia, Aquiles, Heitor, Ulisses… A Eneida, A Ilíada e A Odisseia – quem nunca ouviu falar destes deuses e deusas, destes heróis, destas personagens e narrativas lendárias? Nestas páginas são-nos narrados os amores, as intrigas e os castigos destas figuras que, sempre presentes, continuam a alimentar o nosso imaginário com as suas aventuras.
A mitologia clássica ainda consegue emocionar pela força evocadora das narrativas que nos legou; é esse o objectivo alcançado por este texto, exemplar, de Pierre Grimal, de quem já publicámos, nesta colecção, História de Roma.


É à Grécia que devemos o nome e a própria noção de mitologia. O mito é tudo o que se dirige à imaginação, com a sua verdade, e sua verosimilhança, e a força da persuasão que lhe confere a sua beleza.
Pierre Grimal


Pierre Grimal (1912-1996) deixou atrás de si uma obra vastíssima, constituída por dezenas de volumes em que trata com erudição e simplicidade muitos dos grandes momentos das duas civilizações maiores da Antiguidade Clássica: Grécia e Roma.
Licenciou-se em Letras em 1935, foi membro da Escola Francesa de Roma, professor de Latim e depois de Civilização Romana nas Universidades de Caen, Bordeaux e finalmente na Sorbonne, durante trinta anos.
Publicou inúmeros estudos sobre Roma (muitos dos quais se encontram traduzidos em português), além de traduções de muitos autores clássicos, latinos e gregos.

22.9.09

Nas livrarias em Outubro

Os nossos próximos títulos serão:

O Que Nos Torna Humanos?
organizado por Charles Pasternack
e
Mitologia Clássica, Mitos, Deuses, Heróis
de Pierre Grimal.

10.9.09

Foucault - O Pensamento, a Pessoa





Colecção: Pilares, n.º 4
Formato: 16 x 24 cm
N.º de páginas: 160
ISBN: 978-989-95884-9-3
PVP: 18,00€ (IVA inc.)


Michel Foucault e Paul Veyne. O filósofo e o historiador. Duas grandes figuras do mundo das ideias. Dois inclassificáveis. Dois «intempestivos» que muito tempo caminharam e guerrearam juntos.
Paul Veyne traça aqui o retrato inesperado do seu amigo e relança o debate sobre as suas convicções. Afirma a dado passo: Não, Foucault não é aquele que se julga ser! Nem de direita, nem de esquerda, não jurava nem pela Revolução nem pela ordem estabelecida. Mas, justamente, como não jurava pela ordem estabelecida, a direita regurgitou-o, enquanto a esquerda acreditou que bastava que ele não jurasse pela ordem estabelecida para que fosse de esquerda. Também não era o estruturalista que dele se disse ser, mas sim um filósofo céptico, um empirista próximo de Montaigne que nunca cessou, na sua obra, de se interrogar sobre os «jogos de verdade», verdades construídas, singulares, próprias a cada época.
Não se poderia ser mais assertivo do que este texto no que toca às ideias que se julgam de vanguarda e não passam de heranças do passado. Um livro iconoclasta, um testemunho único.


Paul Veyne apaixonou-se por arqueologia e história com a idade de oito anos e desde essa altura passou a visitar assiduamente as colecções romanas no museu de Nimes,, o que o ajudou a fixar a vocação de historiador.
Membro activo dos meios intelectuais franceses, conviveu com figuras como a de Foucault, de quem se tornou amigo próximo. Entrou em 1975 no Collège de France (com o patrocínio de Raymond Aron), onde esteve em actividade até 1998 como titular da cadeira de História de Roma, e onde ainda lecciona como professor honorário. Deste autor está já publicado um título na mesma colecção: Quando o nosso mundo se tornou cristão.


Excerto:

«O foucaultismo é uma crítica da actualidade que se abstém de ditar prescrições para a acção, mas que lhe fornece conhecimentos. O que, no ano da sua morte, o levou a propor uma nova concepção da filosofia cuja paternidade ele atribui a Kant (mas pensava nisso havia já quinze anos, como demonstra uma página hesitante da Arqueologia do Saber). Num opúsculo intitulado Qu’est‑ce que les Lumières?, o filósofo alemão da época das Luzes procurava caracterizar o seu próprio tempo. O Aufklarüng aí se designa a si mesmo Aufklarüng; os homens de um certo século, o XVIII, puderam dizer «nós outros, homens do século XVIII e das Luzes», e sentiram‑se diferentes dos seus antepassados. Kant não procura caracterizar a época em que viveu em si mesma: ele «procura uma diferença: que diferença hoje introduz em relação a ontem?».
Segundo Foucault, o que entendemos por filosofia poderia, doravante, não consistir já em fazer cientificamente a exegese do passado nem em pensar a totalidade ou o futuro, mas em dizer a actualidade e, à falta de melhor, caracteriza‑la negativamente, «diagnosticar o presente, dizer o que é o presente, dizer em que é que o nosso presente é diferente e absolutamente diferente de tudo aquilo que não é ele». O nosso autor já não concebe outra filosofia possível além desta crítica histórica; fora dela não há nada que valha na nossa época: «O que é, pois, a filosofia hoje – quero dizer a actividade filosófica –, se não for o trabalho crítico do pensamento sobre si próprio?». Como já se viu, pensamos, em cada momento, no interior de um discurso que não se pode conhecer a si próprio, mas que permite pelo menos constatar que pensamos diferentemente do que pensaram os homens de outrora. Melhor ainda, bastará que se forme o projecto de uma genealogia ou de uma arqueologia e que se manifeste a possibilidade desse recuo, para que nos reencontremos à distância de nós mesmos e do nosso hoje. Este projecto escava debaixo de nós um abismo: «nós somos diferença» e não sabemos mais do que isso. Semelhante iniciativa de diferenciação é mais do que história, merece o nome de filosofia porque é, negativamente, uma reflexão sobre nós mesmos e também porque incita a reagir. Efectivamente, a história arqueológica semeia a dúvida; doravante uma fissura, uma «fractura virtual», listrará o nosso eu bem como as nossas evidências: não lhes toqueis, estão quebradas. Ou, pelo contrário, tocai‑lhes, se decidis faze‑lo: a nova filosofia em questão é «a história indispensável à política.»

(págs. 123-124)

PSICOLOGIA DO DINHEIRO e Outros Ensaios





Colecção: Biblioteca Universal, n.º 11
Formato: 14 x 21 cm
N.º de páginas: 112
ISBN: 978-989-8285-05-8
PVP: 10,00€ (IVA inc.)


«Se o leitor tinha, até aqui, uma visão predominantemente empírica, «inocente», porventura aproblemática do mundo do dinheiro ou a convicção supostamente «realista» de conhecer, além do seu uso e da sua fruição, também os seus mecanismos e pressupostos, sairá decerto transformado da leitura destes ensaios. Em Psicologia do Dinheiro e outros ensaios descobrirá a densidade humana, a complicação vital, a promessa ou o perigo, a radical ambiguidade dessa extraordinária criação humana, que é o sistema monetário. Verá também que o dinheiro é uma coisa demasiado séria para se confiar só aos economistas e gestores financeiros. Constatará o papel insubstituível da reflexão filosófica que, no fenómeno aparentemente neutro e técnico do dinheiro, sabe descobrir dimensões latentes, não detectáveis por outras formas de saber que obedecem a outros intuitos e não conseguem sair da imprescindível parcialidade dos seus métodos. Eis porque continua a ser tão atraente e fecunda a lição multinivelada de Georg Simmel acerca deste tema.»
Da Introdução.


A importância de Georg Simmel (1858-1918) no pensamento filosófico e sociológico do nosso tempo é incontroversa. A sua vida decorreu entre uma «constelação» de grandes espíritos: Max Weber, Dilthey, Rilke, Edmund Husserl, entre outros grandes vultos; e teve como discípulos Cassirer, Ernest Bloch, Georg Lukács, Krakauer.
A reflexão sobre o dinheiro, por ele explorada em livros e vários ensaios, é rica de matizes, de insinuações e acentos, além de se enquadrar perfeitamente nas várias dimensões problemáticas da actualidade.
Para saber mais sobre o autor, aqui encontrará a sua biografia (em inglês).

6.8.09

Novidades de Setembro

A Texto & Grafia está de férias mas já tem preparadas as novidades de Setembro...

Foucault, o pensamento, a pessoa
de Paul Veyne (colecção Pilares)
e
Psicologia do Dinheiro e outros ensaios
de Georg Simmel (colecção Biblioteca Universal)